CMAM, I.P. REFORÇA RASTREABILIDADE E CONTROLO DOS MEDICAMENTOS COM NOVA IDENTIFICAÇÃO DESDE O FORNECEDOR

14 de Setembro, 2026
Cerimónia de Entrega de Medicamentos e Material Médico-Cirúrgico
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Dr. Ussene Isse – Ministro da Saúde

Armazém Central do Zimpeto acolhe cerimónia de recepção formal de medicamentos e material médico-cirúrgico financiados pelo Banco Mundial

Maputo, 14 Setembro de 2026 — A Central de Medicamentos e Artigos Médicos, I.P. (CMAM, I.P.) recebeu formalmente um lote de medicamentos e material médico-cirúrgico adquiridos com financiamento do Banco Mundial, numa cerimónia realizada no Armazém Central do Zimpeto, que reuniu dirigentes das unidades sanitárias da Região Metropolitana de Maputo, funcionários do Ministério da Saúde, representantes de parceiros de cooperação e outros intervenientes do sector.

O acto foi marcado por um importante avanço no reforço do controlo e da transparência na cadeia de abastecimento: a rastreabilidade dos medicamentos e outros produtos de saúde através do selo e código de identificação atribuído desde o fornecedor. Este mecanismo permitirá acompanhar os produtos ao longo da cadeia logística, reforçando a capacidade de monitoria, controlo e responsabilização desde a origem até ao ponto de utilização.

A medida ganha particular relevância num contexto em que o Ministério da Saúde tem vindo a reforçar os mecanismos de controlo da cadeia de abastecimento, com vista a assegurar que os medicamentos e produtos de saúde adquiridos ou recebidos para o Sistema Nacional de Saúde cheguem efectivamente às populações a que se destinam.

Na sua intervenção, o Ministro da Saúde, Dr. Ussene Isse, agradeceu ao Banco Mundial pelo apoio prestado ao sector da saúde, destacando a importância da contribuição num momento em que existem limitações financeiras que dificultam o abastecimento regular das unidades sanitárias.

Segundo o Ministro, os produtos recebidos representam muito mais do que bens materiais, constituindo um investimento directo na vida e no bem-estar dos moçambicanos, ao contribuírem para a realização de tratamentos, procedimentos médicos e para a continuidade dos serviços de saúde.

O governante destacou igualmente a complexidade do processo de aquisição dos produtos, iniciado no ano anterior, e reiterou a necessidade de Moçambique continuar a trabalhar para desenvolver a capacidade de produção local de medicamentos, material médico-cirúrgico e outros bens essenciais de saúde.

Um dos pontos centrais da intervenção do Ministro foi o apelo à colaboração de todos os intervenientes da cadeia de abastecimento na monitoria dos medicamentos e produtos de saúde, de modo a prevenir desvios e outras práticas que comprometam a disponibilidade dos produtos para os cidadãos.

“Seremos implacáveis com todos aqueles colegas que forem encontrados a desviar os medicamentos e material médico-cirúrgico”, afirmou o Ministro, reforçando que os recursos devem ser recebidos, armazenados, distribuídos e utilizados de acordo com as normas e para os fins a que se destinam.

Dr. Ussene Isse apelou ainda aos profissionais e gestores de saúde para que utilizem as normas e técnicas existentes para garantir uma gestão eficaz e eficiente dos produtos, salientando que um medicamento desperdiçado, desviado, mal conservado ou deixado expirar representa um tratamento que não chega ao doente.

Neste contexto, a implementação da rastreabilidade através do selo e código de identificação assume particular importância, ao disponibilizar um instrumento adicional para a monitoria dos produtos ao longo da cadeia e para o reforço da responsabilização dos diferentes intervenientes.

Por seu turno, a Directora-Geral da CMAM, I.P., Dra. Noémia Muíssa Escrivão, manifestou o profundo reconhecimento da instituição ao Banco Mundial e aos demais parceiros de cooperação pelo apoio ao Sistema Nacional de Saúde.

Na sua intervenção, destacou que a doação ocorre num momento particularmente desafiante para o sector, em que as limitações financeiras afectam a capacidade de assegurar, com regularidade, o abastecimento das unidades sanitárias.

Para a Directora-Geral, os produtos recebidos representam tratamentos, procedimentos médicos, esperança e vidas protegidas, cabendo à CMAM, I.P. transformar a contribuição dos parceiros em disponibilidade efectiva para as populações.

A dirigente reafirmou o compromisso da instituição em assegurar a recepção, armazenamento, conservação e distribuição dos medicamentos e material médico-cirúrgico com transparência, rigor e sentido de responsabilidade, garantindo que os produtos cheguem às unidades sanitárias em boas condições e no momento necessário.

A Dra. Noémia Muíssa Escrivão apelou igualmente aos gestores e profissionais de saúde para uma utilização racional e responsável dos recursos, lembrando que a correcta gestão dos medicamentos constitui, acima de tudo, uma forma de proteger e cuidar da vida.

A introdução do selo e código de rastreabilidade desde o fornecedor constitui uma das novidades de destaque associadas ao processo, ao permitir reforçar o acompanhamento dos medicamentos e outros produtos de saúde ao longo da cadeia de abastecimento.

A iniciativa contribui para uma gestão mais transparente e responsável, facilitando a monitoria dos produtos e fortalecendo os mecanismos de prevenção de desvios, perdas, má conservação e outras situações que possam comprometer a sua disponibilidade nas unidades sanitárias.

Durante a cerimónia, ficou igualmente reforçada a necessidade de uma responsabilidade colectiva entre fornecedores, CMAM, unidades sanitárias, gestores, profissionais de saúde e demais intervenientes, para assegurar que cada produto recebido cumpra o propósito para o qual foi disponibilizado.

O Ministro da Saúde reiterou, neste âmbito, a orientação de “não deixar ninguém para trás”, defendendo que os medicamentos, materiais e cuidados de saúde devem chegar a todos os cidadãos, incluindo aqueles que vivem nas comunidades mais distantes e em situação de maior vulnerabilidade.

A cerimónia no Armazém Central do Zimpeto representa, assim, mais um passo no fortalecimento da cadeia de abastecimento de medicamentos e produtos de saúde em Moçambique, conjugando o apoio dos parceiros de cooperação com o reforço dos mecanismos nacionais de gestão, monitoria, rastreabilidade, transparência e responsabilização.

“Logística Farmacêutica: Inovando e Optimizando Processos para Melhorar a Disponibilidade e o Acesso aos Medicamentos e Produtos de Saúde de Qualidade até à Última Milha.”

O Nosso Maior Valor é a Vida.