CMAM, I.P. REFORÇA COMPETÊNCIAS DE TÉCNICOS DE SAÚDE NA PREPARAÇÃO DE MEDICAMENTOS MANIPULADOS

2 de Setembro, 2026
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Formação em Preparação de Medicamentos Manipulados

CMAM, I.P. REFORÇA COMPETÊNCIAS DE TÉCNICOS DE SAÚDE NA PREPARAÇÃO DE MEDICAMENTOS MANIPULADOS

Formação decorre de 31 de Agosto a 04 de Setembro, na Província de Maputo, e reúne técnicos da CMAM, I.P., hospitais centrais e outras instituições de saúde

MAPUTO, 31 de Agosto de 2026 – A Central de Medicamentos e Artigos Médicos, Instituto Público (CMAM, I.P.), iniciou, esta segunda-feira, na Província de Maputo, uma formação em Preparação de Medicamentos Manipulados, destinada ao reforço das competências técnico-profissionais dos profissionais de saúde envolvidos nesta área.

A formação, que decorre de 31 de Agosto a 04 de Setembro de 2026, reúne técnicos da CMAM, da DNAM, da ANARME, da FARMAC, dos hospitais centrais (Maputo, Beira Quelimane e Nampula), do Hospital Psiquiátrico do Infulene, dos hospitais gerais da Polana Caniço, de Mavalane, de Chamanculo, José Macamo, da Machava e de Quelimane, Hospital Provincial da Matola, com o objectivo de fortalecer a capacidade técnica do Sistema Nacional de Saúde para responder a necessidades terapêuticas específicas.

A cerimónia de abertura foi orientada pela Directora-Geral da CMAM, I.P., Dra. Noémia Muíssa Escrivão, que destacou a relevância da iniciativa para a melhoria da qualidade e segurança dos tratamentos disponibilizados aos doentes.

Na sua intervenção, a Directora-Geral explicou que os medicamentos manipulados constituem uma importante alternativa quando os medicamentos industrializados disponíveis no mercado não respondem adequadamente às necessidades clínicas de determinados doentes.

Estas preparações permitem adaptar a dose, concentração, forma farmacêutica, quantidade ou determinados excipientes, possibilitando uma resposta mais individualizada, particularmente em situações envolvendo recém-nascidos, crianças, idosos e outros doentes com necessidades terapêuticas específicas.

Entre as possibilidades de manipulação estão a preparação de xaropes com concentrações específicas, pomadas, cápsulas com doses não disponíveis comercialmente e soluções orais destinadas a doentes que apresentam dificuldades em engolir comprimidos.

“Não se pretende substituir a produção industrial, mas responder, de forma responsável, às lacunas que podem comprometer o tratamento.”, destacou a Directora-Geral.

Um dos principais enfoques da formação é garantir que os participantes desenvolvam competências para transformar uma necessidade terapêutica específica numa preparação segura, estável, eficaz e devidamente documentada.

Para o efeito, serão abordados aspectos relacionados com a validação das prescrições, cálculos farmacêuticos, qualificação das matérias-primas, compatibilidade entre substâncias, prevenção da contaminação cruzada e controlos em processo.

A formação contempla igualmente requisitos relacionados com embalagem, rotulagem, prazo de utilização, condições de conservação, documentação e rastreabilidade, elementos considerados essenciais para assegurar a qualidade das preparações.

A Directora-Geral enfatizou que, neste domínio, a qualidade e a segurança devem constituir prioridades permanentes.

“A manipulação exige rigor técnico, qualidade e responsabilidade profissional. Neste domínio, não há espaço para improvisação.”

A capacitação inclui ainda uma componente dedicada à selecção de dispositivos médicos, salientando a necessidade de considerar critérios que vão para além do preço.

Entre os factores a observar destacam-se a finalidade clínica, classificação de risco, desempenho, segurança, compatibilidade com equipamentos e consumíveis, condições de esterilidade, manutenção, assistência técnica e conformidade regulamentar.

A abordagem visa contribuir para decisões mais adequadas na selecção e utilização de dispositivos médicos, tendo em conta o seu impacto directo no diagnóstico, tratamento e segurança dos doentes.

Durante a cerimónia de abertura, a Directora-Geral encorajou os participantes a aplicarem e partilharem os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas instituições, de modo a ampliar o impacto da formação no Sistema Nacional de Saúde.

“O verdadeiro resultado desta formação será alcançado quando um doente, perante uma necessidade particular, puder receber uma preparação adequada, com qualidade e no momento certo”, afirmou.

A iniciativa enquadra-se no compromisso da CMAM, I.P. de fortalecer continuamente as capacidades técnicas dos profissionais e promover soluções que contribuam para o acesso seguro, oportuno e de qualidade aos medicamentos e artigos médicos, colocando o doente no centro das decisões.

A CMAM, I.P. agradeceu ao Professor Doutor Carlos Maurício Barbosa, antigo bastonário da Ordem dos farmacêuticos de portugal que ministra a formação, às instituições participantes e a todos os intervenientes que contribuíram para a realização da formação.

“Logística Farmacêutica: Inovando e Optimizando Processos para Melhorar a Disponibilidade e o Acesso aos Medicamentos e Produtos de Saúde de Qualidade até à Última Milha.”

O Nosso Maior Valor é a Vida.